Rabiscando as paredes do Sótão
Rabisco paredes a lápis para que a borracha encontre utilidade quando eu errar.
Troquei a Marcha pela Parada
terça-feira, 27 de maio de 2008
Aconteceu domingo passado. No caminho de volta para casa, eu e minha esposa nos olhamos e de alguma forma entendemos que, se nada mudar, no próximo ano estaríamos de volta a Parada do Orgulho GLBT, e bem longe da Marcha para Jesus. Não que eu esteja esperando ansiosamente pela Parada ou algo assim, mas se ela acontecer no próximo ano, vou me esforçar para estar lá, e quem sabe para oferecer bem mais do que puda nesta última.
Também não sou totalmente contra a Marcha. Foi numa Marcha que minha esposa me achou estranho pela primeira vez. E foi numa Marcha que eu comecei a perceber também como uma multidão de pessoas, que se dizem cristãs, andando por famosas avenidas de uma megalópole, se torna uma grande oportunidade para poucas pessoas satisfazerem vontades egoístas quando "agraciadas" pelo dom divino do microfone. Portanto, a experiência foi boa.
Aceitei um convite do Jota para ir até a Parada e ajudar o pessoal da SexxxChurch a distribuir um kit que acompanhava um copo d'água e um pouco de amor para as pessoas que estivessem por lá. Para enxergar a Luz é preciso ter coragem de abrir os olhos, e ter os olhos abertos é enxergar aquilo que muitos não querem ver. Mais uma vez fui levado por Deus a entender o que ele já havia me dito várias vezes antes. Que a minha obediência a Palavra, vale muito mais que qualquer música que eu cante ao final de uma caminhada de algumas horas.
Me chamou a atenção o grande envolvimento de heterossexuais na Parada Gay. O mesmo não acontece com os não-cristãos em relação à Marcha. Me leva a pensar no quanto os cristãos por trás da Marcha deixaram de aprender com o restante da criação enquanto se enjaulavam e rotulavam "sacro" ou "impuro" aquilo tudo o que Deus criou. "Jesus ama a todos", não é mesmo?
Está na hora de a Marcha dar uma Parada.
Tags: comportamento, Deus, homossexualismo, Igreja, Oração, sexualidade
Isabella e o Sensacionalismo da TV
terça-feira, 8 de abril de 2008
No caso Isabelle, por exemplo, o grupo de especialistas se ocuparia em demonstrar aos jornalistas que nao se trata de um caso policial, mas sim de um caso de saúde pública, ou melhor, de doença social. Nao é um ladrao que rouba por ganância ou um traficante que busca lucro. Trata-se de um pai, suspeito de defenestrar a própria filha do 6o andar.
Sao Paulo, com seus 10 milhoes de habitantes, produz de tempos em tempos algumas aberraçoes sociais que sao, antes de mais nada, casos de patologia. O esquartejador, o médico que dopava adolescentes para praticar abusos sexuais, o estudante que abriu fogo contra a platéia no cinema, vários chacineiros e seriais killers. Estas pessoas necessitam, antes de tudo, dos rigores da lei, sem duvida, mas, logo em seguida, de tratamento médico.
Na 6a feira a TV Globo passou toda a manha fazendo entradas ao vivo da frente da delegacia. Nao havia novidades e a repórter repetiu as informaçoes 3, 4 vezes apenas para marcar presença e chamar os telejornais do meio dia. A TV Record usou o caso Isabelle para promover a estréia do jornalista Roberto Cabrini no Domingo Espetacular. Sem contar o velho destempero do Datena.
Nao se trata de nao noticiar. Notícia é notícia e tem que ser dada, mas é necessário conceituar os fatos como eles sao. Nao se pode tratar um problema social desta ordem apenas com sensacionalismo.
Deus é cruel!
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Diálogo fictício entre dois amigos. Baseado em fatos reais.
- Você não vai acreditar!
- O quê aconteceu?
- Lembra daquela entrevista que eu fiz naquela super empresa já tem mais de um mês?
- Aquela que eles te adoraram, mas não retornaram mais?
- Pois é esta mesmo! Acabaram de me ligar!
- Sério? E ai?
- E aí que eles querem que eu comece mês que vem.
- Mas você já não está super bem empregado?
- Eu não só estou super bem empregado como, além desta empresa, ainda tem uma outra me procurando pra marcar entrevista.
- Poxa vida!
- Acredite se quiser! O interessante é que orei ontem mesmo pela minha vida financeira, e as propostas são muito boas.
- Rápido, né?
- Incrível! E tem mais! Há dois dias eu presenteei meu irmão com um aparelho eletrônico super caro e cheio de recursos que eu estava querendo vender, mas aí pensei: "me deixa agradar meu irmão vai".
- E você acha que isso tem a ver com essa oportunidade ter dado certo depois de tanto tempo?
- Nunca vou saber. Talvez seja pelas 24 horas de jejum que eu fiz há quatro dias
atrás.
- Mas você acredita nesse lance de jejum e consagração?
- Não sei direito, mas tem como crer nisso com a minha mente? Talvez eu deva apenas aceitar com o coração.
- É verdade...
- De qualquer forma, só tenho a agradecer a Deus por ele ter me colocado nesta "fria" de ter que decidir entre três super oportunidades de trabalho. É como diz aquele adesivo de carro lá...
- Que adesivo?
- Deus é cruel!
E o salário da morte, qual é?
sábado, 19 de maio de 2007
Desenho feito pela artista Delara Darabi, jovem iraniana presa após assumir um assassinato cometido pelo namorado achando que, por ter menos de 18 anos, não seria condenada a morte. A justiça iraniana aguarda a jovem completar 18 para executar a sentença de morte.
Outra cidade? Outra Igreja?
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Me chamou atenção a capa do jornal Metro que recebi hoje num semáforo em São Paulo. A manchete era: Movimento quer fazer de SP uma outra cidade.
A matéria fala a respeito de uma iniciativa conjunta entre ONGs e empresas para uma rigorosa fiscalização sobre a ação de vereadores e do poder Executivo. O movimento pretende lutar pela melhoria da qualidade de vida da capital paulista. O nome? Nossa São Paulo: Outra Cidade.
A iniciativa não é novidade. Outras grandes cidades no mundo como Nova York e Barcelona já viveram iniciativas semelhantes, porém o maior modelo é a cidade de Bogotá, graças a semelhanças culturais, sociais e à proximidade geográfica.
Definido como movimento apartidário, a partir de uma pesquisa com a população e de indicadores de qualidade de vida na cidade, o movimento quer comprometer a administração de São Paulo com um plano de metas para a cidade. Em Bogotá, por exemplo, chegou-se a criar uma lei que obriga o prefeito a cumprir seu programa de governo.
Na pesquisa realizada com a população paulistana, a cidade destacasse positivamente pela sua agitação, por "nunca dormir" e pela sua diversidade, já negativamente os destaques são a violência, a desigualdade e o trânsito.
O sitio www.nossasaopaulo.org.br tem mais informações sobre o movimento.
Será que chegou a hora da virada? Enxergo esta uma boa oportunidade para que as pessoas se engajem em ações práticas para a melhoria da qualidade de vida de São Paulo, e oro para que as instituições religiosas da cidade apóiem este tipo de ação. Quem sabe isso não inspira o movimento Nossa Igreja: Outra Igreja?
Será que alguém a ouve?
terça-feira, 24 de abril de 2007
Ontem, dirigindo sozinho, rumo à casa da minha namorada, minha cabeça viajava e tentava encontrar soluções para uma situação que envolve uma pessoa que eu tenho aprendido a amar e sua família, quando logo após orar rapidamente por cada um dos envolvidos nesta situação, uma música começou a tocar no rádio e me chamou a atenção, primeiro pela beleza e simplicidade dos acordes (coisa de músico), depois pela autenticidade de sua letra.
Nos primeiros versos cantados pelo vocalista, percebi que se tratava de uma banda chamada Casting Crowns. Era a primeira vez que eu ouvia aquela música deles. E no pouco que pude entender com meu inglês, percebi que a música falava sobre uma menina e sobre algumas situações que ela estava vivendo.
Tive o cuidado de gravar algumas frases daquela canção na minha memória para procurar algo sobre ela na internet assim que possível.
Hoje tive uma surpresa ao buscar a letra desta música na internet e perceber o quanto Deus usa as formas mais esquisitas para dizer que está me ouvindo.
Este é um vídeo da música que eu ouvi ontem.
E aqui a letra da música e a minha tradução.
| Does Anybody Hear Her She is running A hundred miles an hour in the wrong direction She is trying But the canyon's ever widening In the depths of her cold heart So she sets out on another misadventure just to find She's another two years older And she's three more steps behind Does anybody hear her? Can anybody see? Or does anybody even know she's going down today Under the shadow of our steeple With all the lost and lonely people Searching for the hope that's tucked away in you and me Does anybody hear her? Can anybody see? She is yearning For shelter and affection That she never found at home She is searching For a hero to ride in To ride in and save the day And in walks her prince charming And he knows just what to say Momentary lapse of reason And she gives herself away If judgment looms under every steeple If lofty glances from lofty people Can't see past her scarlet letter And we never even met her | Será que alguém a ouve? Ela está correndo A centenas de milhas por hora na direção errada Ela está tentando Mas o abismo é cada vez maior Nas profundezas de seu coração gelado Então ela embarca em outra aventura apenas para encontrar Ela está dois anos mais velha E três passos a mais para trás Será que alguém a ouve? Pode alguém enxergar? Ou alguém ao menos sabe que ela está caindo hoje Sob a sobra da torre de nossa igreja Com todas as pessoas perdidas e sozinhas Procurando pela esperança que é arrancada de você e de mim Será que alguém a ouve? Pode alguém enxergar? Ela está ansiando Por abrigo e afeição Que ela nunca encontrou em casa Ela está buscando Por um herói para curtir Pra curtir e salvar o dia E no seu caminho um príncipe encantado E ele sabe exatamente o que dizer Lapso momentâneo da razão E ela se entrega Se juízo surge sob cada torre de igreja Se olhares altivos de pessoas altivas Não podem ver além de suas letras escarlates E nós nem ao menos a conhecemos |