Rabiscando as paredes do Sótão

Rabisco paredes a lápis para que a borracha encontre utilidade quando eu errar.

Mostrando postagens com marcador Sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sociedade. Mostrar todas as postagens

Emergência!

terça-feira, 1 de julho de 2008

O Itau Cultural está promovendo um evento que tem muito a ver com o conceito de Igreja Emergente que tanto se fala por aí, e tão pouco se sabe a respeito.

Trata-se do emergência!, e a página do evento, por si só, já é uma bela referência com links para diversos assuntos relacionados ao tema emergência, mas ele traz também uma apresentação do tema que ajuda bastante a entender o conceito de Igreja Emergente.

No cotidiano, associamos a palavra emergência a hospitais e ambulâncias. Mas ela traz também outros significados menos óbvios, como realidades complexas surgindo da aplicação de regras simples. O cérebro, o formigueiro, as cidades e os softwares livres são exemplos de emergência sob este ponto de vista não convencional.
Até onde eu sei, esta é a verdadeira origem do termo Igreja Emergente. O "emergente" em questão não traz o sentido de uma igreja saindo de dentro da outra, mas traz o sentido de organismos complexos que nascem de conceitos simples, e de baixo para cima, e não o contrário, ou seja, sem que haja uma liderança estabelecida dizendo o que todos os outros devem fazer, mas todos já sabem os seus papéis no organismo. Como num formigueiro, por exemplo.

A idéia de misturar arte com tecnologia do evento parece ser bem interessante também. Altamente conectado com o pensamento emergente que tem atingido não apenas igrejas, mas também grandes empresas, metodologias de ensino nas escolas, a própria Internet e a sociedade como um todo.

O evento ocorrerá do dia 2 de julho até o dia 14 de setembro de 2008.
terça a sexta, das 10h às 21h
sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h

Reinventando a Fé

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Em matéria no GospelMais, uma pesquisa destaca o fato de uma nova forma de religiosidade estar crescendo entre os jovens brasileiros. São os crentes sem religião, que valorizam a pratica da fé, mas sem se vincularem a uma igreja.

Segundo a matéria, uma pesquisa do teólogo Jorge Cláudio Ribeiro, da PUC-SP, ainda inédita e que será apresentada no livro "Religiosidade Jovem", indica que, de 520 universitários entrevistados, de 17 a 25 anos, 32% são "jovens sem religião", sendo que, dos jovens sem religião, 12,2% se declararam agnósticos ou ateus e 19,8% crentes sem religião. O tema é assunto de comportamento da revista IstoÉ com chamada de capa para a matéria "A fé da juventude".

O que chama a atenção é o número dos chamados crentes sem religião. Segundo a antropóloga Regina Novaes, para a IstoÉ, "O espírito buscador do jovem não procura uma instituição religiosa que o enquadre, mas uma doutrina onde ele se encontre", ou seja, o jovem não está mais tão ligado a instituições religiosas, mas a um estilo de vida que ele acredite que possa desenvolver sua fé.

Segundo matéria da IstoÉ, "os símbolos religiosos, antes difundidos na igreja e no âmbito familiar, circulam mais por outras áreas de domínio público", como blogs, camisetas, feiras, na moda. O que acompanha a necessidade de qualquer jovem de se identificar com algo, se relacionar, e expressar o que vive, o que sente. Talvez este seja um sinal de que as instituições religiosas não têm oferecido esta oportunidade aos jovens.

Eu continuo acreditando na igreja, e ainda mais na Igreja, mas pesquisas como esta mostram a necessidade de a igreja brasileira se reinventar, de forma criativa, que possibilite às próximas gerações serem livres do pecado, ter acesso a Deus e expressarem isso, sem necessariamente abrir mão de todo o aspecto cultural que nos cerca. Um posicionamento errôneo da igreja hoje, irá refletir decisivamente na vida ou na morte das instituições cristãs do Brasil.

A Luz da Escuridão

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Fico imaginando quantas conclusões são possíveis numa análise mais profunda deste curta-metragem, sem que uma invalide a outra.

O video The Light of Darkness (A Luz da Escuridão) traz a possibilidade de várias reflexões sobre os mais diversos assuntos. E para não engessar o raciocínio de quem assiste ao vídeo, deixo para cada um a sua própria análise. Se possível, compartilhe seus pensamentos após assistir ao vídeo.

O Presidente Improvável

sexta-feira, 6 de junho de 2008

W

Já foi divulgado o primeiro teaser poster de "W.", a cinebiografia sobre o presidente estadunidense George W. Bush dirigida pelo três vezes ganhador do Oscar Oliver Stone, que também dirigiu outros belos filmes como Platoon e JFK, e foi o roteirista de Scarface. O poster reúne frases absurdas ditas pelo presidente dos Estados Unidos. Algumas delas (traduzidas livremente por mim) são:
"Eu sei que a espécie humana e os peixes podem coexistir pacificamente."
"Nosso inimigos são inovadores e bem equipados, e nós também. Eles não param de pensar em novas formas de prejudicar nosso país e nossas pessoas, e nós também não."
"Eu estou honrado em apertar a mão de um bravo cidadão iraquiano que teve sua mão cortada por Saddam Hussein."
Não sou profundo conhecedor da cultura americana, tampouco de sua política, mas me intriga o fato de seus líderes republicanos levantarem bandeiras de valores cristãos para justificar seus atos presidenciais nada cristãos.

O filme tem estréia prevista nos EUA para o fim do ano, logo após as eleições presidenciais dos gringos.

Estratégias Ultrapassadas

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Quando pensei em vir a Jocum imaginei que muita coisa mudaria em meu modo de ver as coisas, que eu seria curado das minhas dores e que Deus daria direção para o meu ministério. Tudo isso tem acontecido, só que numa proporção e sob uma ótica que eu não imaginava. Chegando aqui eu descobri que eu não sou o centro, que o meu próximo deve ser o principal alvo de minha preocupação. Mais do que isso: descobri que meu modo de ver missões, evangelização, o "ganhar almas", estava muito, mas muito a quem da realidade do mundo que vivemos.

Hoje vejo o quanto nós como igreja estamos alienados com relação ao mundo ao nosso redor. Não entendemos o grito de nossa geração porque simplesmente não paramos para ouvi-la. É mais cômodo nos encondermos em nossas igrejas, "fugindo do pecado" e não nos relacionando com "os pecadores". Quanto preconceito, cegueira e religiosidade. Onde estão os profetas do nosso tempo? Onde estão aqueles que ouvem e entendem o grito da nossa geração?

Durante uma das aulas, um professor falou de algo que ficou martelando em meu coração. Quem vai alcançar essa moçada que passa o dia inteiro trancada em uma quarto, em seus jogos de computador, suas amizades virtuais e quase nenhum contato com o mundo fora das suas quatro paredes? Alguns deles só se encontram com os seus amigos virtuais pessoalmente quando decidem tirar sua própria vida, por entender que ela não vale mais a pena. De que maneira nossas "estratégias de evangelismo" alcançarão essas pessoas? Teatro de pantomima? Entrega de folhetos/panfletos? Impactos de rua? Pregações e gritos a plenos pulmões em praça pública? Concentração de adoração? Tá na hora de repensar o modo como revelamos o reino de Deus ao nosso próximo.

Uma dica: relacionamentos!
 

Postado por Seloti às 5:57 PM 4 comentários

A Queda

domingo, 25 de maio de 2008

No filme A Queda, uma jovem alemã relata a sua experiência como secretária ao serviço de Adolf Hitler nos últimos dias da 2ª Guerra Mundial. A narrativa autobiográfica revela, à posteriori, uma mulher que se diz profundamente enganada e manipulada pela imagem que construira do Führer como um líder simpático, cordato, educado, sensível e patriótico. Durante todo o tempo em que viveu no bunker de Berlim nunca se deu conta do facínora que estava ao seu lado e dos verdadeiros horrores por ele praticados.

No fundo, isto acontece com todo mundo pelo menos uma vez na vida.

Fonte: Mukankala

Postado por Seloti às 11:16 PM 0 comentários

E dizer que fumar já foi sinônimo de sucesso, hein?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Os mais novos podem estranhar e os mais velhos talvez nem lembrem mais. Porém, a verdade é que até bem pouco tempo atrás os avioes tinham seçoes distintas para fumantes e nao fumantes. A piada é que essa divisao era simplesmente virtual. Ou seja, depois de uma determinada fileira era permitido fumar, para desespero de gente como eu, que mesmo aboletado metros a frente acabava premiado, afinal, com a fumaça do cigarro alheio.
 
O fumo nos vôos foi proibido, depois o mesmo ocorreu nos shoppings e uma lei nacional agora pretende bani-lo de todo e qualquer lugar fechado, com o objetivo de proteger o chamado fumante passivo, ou seja, o sujeito que aspira a fumaça mesmo sem ter um cigarro na boca. O mais curioso, na minha opiniao, é que os fumantes brasileiros em peso (80%) sao contra o fumo em locais fechados. E a maioria da populaçao (68%) apóia a nova lei. Isso pelo menos é o que conta uma pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido da ACT - Aliança de Controle do Tabagismo, com quase 2 mil pessoas ouvidas em todo o país. Isso significa que as associaçoes negativas sobre o cigarro se consolidaram, mesmo entre os tabagistas.
 
Por que será que o cigarro perdeu parte considerável do poder que ostentou durante tanto tempo? Alguns dirao que foi culpa do movimento pela vida saudável, que atingiu em cheio a geraçao que hoje anda na casa dos 30 e poucos anos. Outros apontarao as campanhas educativas do Governo e de organizaçoes nao governamentais. Para mim, além desses 2 fatores, as duras restriçoes as campanhas publicitárias de cigarros em vários países, entre eles o Brasil, tem importantíssima responsabilidade na queda do status representado por um cigarro na boca e círculos de fumaça no ar. Afinal, houve um tempo, em um passado nao muito distante, em que fumar era sinônimo de sucesso, representava um raro prazer e era considerada uma decisao inteligente. Havia até um paraíso específico para os fumantes, uma espécie de shangrilá do tabaco, chamada Terra de Marlboro. A partir do banimento da propaganda de cigarro, estes ícones ficaram restritos a memória dos mais velhos e parecem condenados ao esquecimento.
 
A mudança de atitude de muitos consumidores levou a indústria do entretenimento a também rever seus conceitos e restringir o consumo de cigarros em séries de TV e filmes de cinema. O que por sua vez agravou o problema e deixou o tabaco mais fora da moda ainda. O resultado é que o jogo virou - se antes eram os nao fumantes que precisavam escapar da fumaça onipresente, agora sao os fumantes que precisam encontrar lugares para exercer o vício. Relembrar esses fatos me parece importante, agora que algo semelhante pode ocorrer com a propaganda de bebidas alcoólicas. É claro que uma pessoa alcoolizada nao joga fumaça sobre outras. Mas pode jogar coisas bem piores.
 
Fonte: BlueBus

Isabella e o Sensacionalismo da TV

terça-feira, 8 de abril de 2008

Quando termina o Globo Rural, os créditos exibem uma lista de consultores, especialistas em agricultura e pecuária, que ajudam os jornalistas a avaliaros fatos e a produzir o noticiário rural. Os outros telejornais também deveriam contratar especialistas. Sugiro um grupo formado por um filósofo, um sociólogo, um urbanista e um psiquiatra.
 
No caso Isabelle, por exemplo, o grupo de especialistas se ocuparia em demonstrar aos jornalistas que nao se trata de um caso policial, mas sim de um caso de saúde pública, ou melhor, de doença social. Nao é um ladrao que rouba por ganância ou um traficante que busca lucro. Trata-se de um pai, suspeito de defenestrar a própria filha do 6o andar.
 
Sao Paulo, com seus 10 milhoes de habitantes, produz de tempos em tempos algumas aberraçoes sociais que sao, antes de mais nada, casos de patologia. O esquartejador, o médico que dopava adolescentes para praticar abusos sexuais, o estudante que abriu fogo contra a platéia no cinema, vários chacineiros e seriais killers. Estas pessoas necessitam, antes de tudo, dos rigores da lei, sem duvida, mas, logo em seguida, de tratamento médico.
 
Na 6a feira a TV Globo passou toda a manha fazendo entradas ao vivo da frente da delegacia. Nao havia novidades e a repórter repetiu as informaçoes 3, 4 vezes apenas para marcar presença e chamar os telejornais do meio dia. A TV Record usou o caso Isabelle para promover a estréia do jornalista Roberto Cabrini no Domingo Espetacular. Sem contar o velho destempero do Datena.
 
Nao se trata de nao noticiar. Notícia é notícia e tem que ser dada, mas é necessário conceituar os fatos como eles sao. Nao se pode tratar um problema social desta ordem apenas com sensacionalismo.
 
Fonte: BlueBus
 
Não tenho nada a dizer a respeito do caso Isabelle. Nada posso fazer além de lamentar a morte da criança e orar a Deus que conforte as pessoas que a amavam. Mas resolví postar a respeito da violência com que a mídia brasileira lida com o caso. "Violentando" nossas mentes com informações não solicitadas e que, literalmente, não interessam a ninguém mais que as pessoas envolvidas no caso. Porém, a forma como nossa mídia impõe esse assunto, faz com que a grande maioria da população, submissa aos noticiários sensacionalistas, enxerguem a menina como se fosse a própria filha, irmã ou coleguinha, e pior, sofram e chorem por alguém que nunca sequer amaram. Até preletores e ministros, atingidos ou não pelo sensacionalismo gratuito, têm usado a história para amolecer corações de suas platéias.
 
Pra terminar, queria chamar a atenção para uma palavrinha: temperança (ou domínio próprio). Nem frieza, nem indiferença, mas temperança.

Postado por Seloti às 3:58 PM 2 comentários

Meninas Safadas

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O último lugar em que você esperaria ver um pornô seria na sala de estar de um pastor.

Mas entre o retrato quebrado de Natal da minha família e uma impressora matricial ficava a tela de um computador. Mal eu podia saber que o lugar onde eu digitei relatórios de livros ou mandei mensagens instantâneas aos amigos também se tornaria a porta para uma quantidade interminável do fruto proibido - e uma quantidade sem fim de culpa.

Crescendo como a filha de um pregador Batista, eu era o retrato de 16 anos de idade da ingenuidade. Minha família havia recém se mudado de uma pequena e isolada cidade no oeste do Texas para Dallas, e em questão de dias em minha nova residência, fui bombardeada pela prevalente cultura sexual de uma grande cidade.

Clubes de strip e cartazes acompanham as rodovias. Havia um sex-shop gigante a poucos quilômetros de nossa casa. Hormônios adolescentes inflamados e à tentação de me deixar levar pela minha curiosidade revelou - se uma combinação perigosa.

Meus pais e meu irmão adormeceram rapidamente enquanto eu conectei à Internet uma noite. Eu busquei a palavra "sexo" e em segundos tive acesso a um mar de loiras prateadas bem dotadas fazendo coisas com rapazes (e mulheres) que eu nunca havia visto antes.

Por morar em casa e o único computador estar na sala, não havia muitas oportunidades para fazer minha "pesquisa de educação sexual", mas sempre que eu estava sozinha, eu rapidamente satisfazia meu interesse.

Eu me formei cedo no ensino médio e logo me mudei para fora de casa quando tinha apenas 17 anos de idade. Eu tinha o meu próprio espaço com o meu próprio computador, e todo o tempo livre no mundo. Eu ia trabalhar (em uma livraria cristã do bairro), voltava para casa, e olhava pornografia quase todas as noites.

Eu frequentava chats eróticos, assistia a filmes e navegava através de centenas e centenas de fotos. Logo meu problema com a pornografia começou a afetar meu desempenho no trabalho e meus relacionamentos.

É claro que nunca mencionei minha luta para ninguém. Pornografia era algo típico, até esperado, de rapazes, mas uma menina? Uma menina que gosta de pornografia? Eu questionava frequentemente minha orientação sexual.

Por que eu gostaria de olhar mulheres nuas? Eu era homossexual? Bissexual? Pervertida? Eu odiava muito o que estava fazendo. Eu sabia que era errado, mas não conseguia parar.

O ciclo continuou durante anos. Me sentindo culpada e jurando nunca fazê-lo novamente, e sucumbindo alguns dias mais tarde. Eu orava a Deus para levar embora os meus desejos. Foi quando eu percebi que era mais do que apenas olhar para as fotos.

Não podia deixar de pensar nisso, e eu tinha mais do que suficiente em imagens gravadas na minha memória para jogá-las novamente no pensamento, mesmo que eu conseguisse ficar fora do computador por um tempo.

Então, por que as mulheres lutam com isso? Embora estereotipicamente não somos tão visualmente estimuladas quanto os nossos colegas masculinos, não somos cegas. Há algo sobre o corpo de uma mulher que é bonito e misterioso, até mesmo proibido, e que brinca com a nossa psique e nos tenta.

Pelo menos para mim, ver estas mulheres perfeitas alimentava uma enorme necessidade emocional. Eu era capaz de me colocar no papel do que eu estava vendo, e, ao fazer isso, me fazia sentir bonita e aceita.

Eu me transformava num corpo perfeito, sexy, e eu era desejada e querida. Eu era capaz de escapar da minha aparência física imperfeita e ser transformada, em minha mente, nesta mulher perfeita.

Minhas atividades online também estragaram minha vida diúrna. Eu fui noiva por cerca de um ano e enganava meu noivo. Depois disso, eu "namorei" vários caras novos por mês, me envolvendo fisicamente com eles de alguma forma.

De acordo com tudo que eu tinha visto, ser aceita e amada significava um relacionamento sexual, e que menina não precisa ser aceita e amada? Fiz meu corpo e meu coração em pedaços durante esses anos.

Quando eu estava com 21, me envolvi em um grave acidente de carro que me levou a reavaliar a forma como eu estava vivendo minha vida. Naquela altura, eu estava fingindo que não havia Deus, exceto quando eu precisava do Seu perdão, e só então eu voltava correndo para Deus. Após o acidente, finalmente algo estalou, e eu percebi que amor não é igual a sexo.

Foi nesse momento que eu decidi dar meia volta - mudar o meu pensamento - e então minhas ações eventualmente (e com esperança) mudar também. Tive de dizer adeus aos meus hábitos online, e aos offline também.

Faz 10 anos desde o meu primeiro encontro com a pornografia online, e eu gostaria de admitir que eu fiz um caminho perfeito até a pureza. Gostaria de poder dizer que eu sempre me mantenho em pensamentos corretos ou desligo o computador quando a tentação começa a ser demais, mas a verdade não é esta.

Eu ainda sou uma menina que luta. Eu ainda sou uma menina que vive um dia de cada vez, dependendo de um Deus cuja concepção de sexo e amor é muito além do que eu poderia sequer imaginar. Assim, a cada dia e todos os dias, eu oro a Deus para primeiro dirigir e depois redirecionar meu pensamento como for necessário.

E eu sou grata pois Ele é fiel para me encontrar em algum lugar entre o mouse e a tela do computador.

Texto retirado e traduzido do sitio Relevant Magazine e traduzido por mim. O original está aqui sob o nome de Dirty GIrls: The new porn addicts.

Postei este artigo por dois motivos.

O primeiro é pra que nós estivéssemos atentos, e com a mente aberta, para alguns exemplos de particularidades da nossa geração, onde meninas, e não meninos como de costume, se viciam e são "educadas" sexualmente pela pornografia, e não mais comprando revistas como antigamente, mas agora através da Internet, tirando proveito de toda a liberdade que nossos pais nos dão ao pensar que estamos seguros quando estamos em nossas casas.

O segundo é para ajudar a divulgar o sitio http://www.sexxxchurch.com/ que está sendo lançado pelo meu amigo Jota, e que tem como intenção nos alertar para a sexualidade num contexto cristão. Sim! Os cristãos possuem sexualidade, e não! Não é pecado falar sobre ela.

Ao som do Bob

sexta-feira, 26 de outubro de 2007


A igreja anglicana da Jamaica está preparando seu novo hinário no país. A novidade fica por conta da inclusão de One Love do Bob Marley e Psalm 27 na versão do Peter Tosh.

A notícia é do Supergospel e não traz muito mais que isso, porém, no Jamaican Observer, encontrei a versão do Reverendo Emle Gordon, reitor da Church of St Mary the Virgin, dizendo que a razão por trás de incorporar o que é geralmente conhecido no meio cristão como musica secular no hinário da igreja é a necessidade de estabilizar uma interpretação caribenha à teologia.

"Eu não vivo na Inglaterra, eu vivo aqui, então minha teologia e a forma como eu penso devem refletir minhas morais culturais. A teologia tem que ser orientada ao Caribe. Você tem que interpretar a Bíblia de acordo com onde você está. A igreja na Jamaica está desatualizada" afirma o reverendo.

Apesar de a idéia ser polêmica, principalmente no contexto evangélico brasileiro, eu creio que esta seja uma tendência para os países da América Latina. A idéia de separar o que é sacro do que é secular predomina amplamente no evangelicalismo brasileiro, porém, creio que os riscos de aumentar (ainda mais) o abismo que existe entre igreja e "mundo" têm levado os líderes cristãos mais conscientes (e vanguardistas) do Brasil a repensar este tipo de teologia. Em não acontecendo algo que aproxime os evangélicos do "mundo" (talvez até sem as aspas) acredito que o futuro nos reserva um neo-farisaísmo do qual eu terei medo de estar relacionado a ele.

Postado por Seloti às 11:31 AM 1 comentários

www.igrejaemergente.com.br crescendo!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Novidades no blogroll do site www.igrejaemergente.com.br.

Finalmente eu tive um tempinho para "descobrir" esses dois ótimos blogs e não encontrei motivos para não os adicionar ao site do www.igrejaemergente.com.br.

São eles:

Se alguém souber de outros blogs que se enquadrem no perfil do www.igrejaemergente.com.br, pode deixar um comentário por aqui. Não deixe de ler os posts do site que estão cada vez melhores.

Postado por Seloti às 3:57 AM 1 comentários

Sociedade B

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A Suécia começa a criar este mês uma nova revolução social, com a introdução da chamada “Sociedade B” – uma sociedade que leva em conta os diferentes ritmos biológicos dos indivíduos para introduzir horários alternativos de funcionamento para escolas, locais de trabalho, universidades e organizações.

Não sei se acredito na questão biológica que a ciência defende, mas concordo que existem pessoas que preferem trabalhar, estudar, dormir ou seja o que for em horários alternativos à grande maioria da sociedade. Particularmente, na maioria dos dias eu "funciono" melhor durante a tarde e a noite, mas isso não é regra, existem dias em que a tarde eu quero mesmo é descansar.

De qualquer forma, eu achei interessante a notícia que vem da Suécia por mostrar uma sociedade pensando e agindo hoje de uma maneira muito diferente de como ela pensava e agia a nem 10 anos atrás, quando mal se falava em notívagos ou algo do gênero.

Se precisar da minha assinatura pra moda pegar aqui no Brasil, não precisa nem insistir.

Fonte: BBC

Postado por Seloti às 4:26 PM 4 comentários

Comportamento Evangélico

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Inspirado por um post recente no Blog do Luis, tenho buscado idéias, artigos, posts, comentários, resenhas e outras coisas que inspirem mudança social a partir de uma iniciativa cristã.

Ontem pude percorrer de carro um trajeto de cerca de 3 quilômetros em uma avenida conhecida de Santo André, SP e identificar pelo menos 13 igrejas neste trajeto. É claro que eu fiquei até contente com a quantidade, mas quem conhece a região sabe da realidade difícil de drogas, roubos de carros, e outras coisas que eles vivem por lá. É como se as igrejas da região estivessem mortas socialmente, não tem impacto algum na sociedade.

Encontrei o livro (que ainda não li) O Escândalo do Comportamento Evangélico no sitio da Editora Ultimato, e achei interessante postar alguns comentários que o respaldam.

“Quando o comportamento de membros de um grupo religioso é um pouco melhor — ou às vezes pior — que o de seus vizinhos, líderes e membros desse grupo devem ficar atentos. Devem fazer algumas perguntas profundas, não apenas sobre seu comportamento, mas também sobre os sistemas que o produzem e sustentam. O Escândalo do Comportamento Evangélico me estimula a fazer esse tipo de pergunta.” Brian McLaren

“Se você já se perguntou por que os evangélicos de hoje não exercem a influência social que seus números deveriam sugerir, Sider oferece uma resposta em O Escândalo do Comportamento Evangélico.” Duane Littin, presidente do Wheaton College

Espero voltar a postar sobre este assunto, e gostaria de conversar mais a este respeito com outros cristãos.

Postado por Seloti às 1:01 PM 2 comentários

Renascer em "Cheque"

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Os advogados dos fundadores da Igreja Renascer, Estevam e Sonia Hernandes, fizeram acordo informal com a Justiça americana para que seus clientes assinem uma confissão de culpa criminal durante audiência na próxima segunda-feira, 11. Se de fato assinarem a declaração, os Hernandes sairão da audiência algemados e cumprirão pena de seis meses de prisão seguidos de seis meses de condicional.

O acordo foi proposto pelo procurador americano Richard Boscovich. Os advogados têm até o fim da semana para protocolar documentos que oficializam a disposição de levá-lo adiante.

Os Hernandes devem confessar que tentaram entrar no aeroporto de Miami com dólares não declarados e mentiram para as autoridades alfandegárias. Em troca da confissão, ficam dispensados de ir a julgamento no qual, pela legislação americana, poderiam ser condenados a até dez anos de prisão.

Os defensores do casal afirmaram que seus clientes topariam o acordo na tarde de segunda-feira, depois de serem avisados por Boscovich de que promotores brasileiros do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deporiam em Miami.

Fonte: Estadão

Acho bom o fato de o casal Hernandes entrar num acordo e assumir o seu erro perante a justiça americana, mas será que eles vão conseguir sustentar a idéia de perseguição religiosa que eles estão pregando aqui nas terras tupiniquins? Até porque, se "Deus é Fiel" e a dupla não cometeu aqueles crimes, então por que evitar o julgamento?

De qualquer forma, eles assumindo seus erros também no Brasil pode trazer um pouco de justiça, lê-se retidão, à vida deles. E isso é louvável.

Postado por Seloti às 8:29 PM 0 comentários

Como evitar conversas incômodas sobre religião

segunda-feira, 21 de maio de 2007

"Há um momento e um lugar para tudo debaixo do sol, inclusive para discussões sobre religião. Se você é religioso ou não, se alguém estiver tentando te envolver em uma conversa, ou talvez em um argumento, a respeito de religião ou de moralidade, mas o momento e a situação são inadequados e incômodos, este artigo irá lhe ajudar a encontrar uma maneira evitar um debate aquecido da forma mais polida possível."

É assim que começa o artigo (em inglês) do Wikihow sobre Como evitar conversas incômodas sobre religião. A seguir, algumas das melhores dicas do artigo.

  • Resista ao impulso de discutir. É difícil ignorar uma questão que pareça completamente ignorante e infundada, e você provavelmente terá o impulso de corrigir a pessoa. Ao invés disso, sorria e diga “interessante…”
  • Mude de assunto. Pergunte sobre as crianças, a saúde, o trabalho. Faça uma piada com o assunto. Por exemplo, "Religião? Não, eu não vi esse filme".
  • Arrume uma desculpa para sair. Peça licença para usar o banheiro, ou cumprimente uma pessoa que acabou de chegar, ou minta dizendo que o seu celular está tocando no silencioso. Olhe para o celular e finja que é alguém importante e que você precisa retornar esta ligação. Entretanto, não retornar após a ligação pode parecer rude, e isto pode motivar a outra pessoa a querer "iluminá-lo" ainda mais.

Atenção: Levar uma pessoa tagarela e persistente a acreditar que você está concordando com ela apenas para que ela se cale, irá apenas encorajá-la a que ela te procure mais vezes para conversar sobre o assunto. Se você os deixar pensar que está de acordo com eles, eles poderão conferir de tempos em tempos para ver se você está na mesma página.

Postado por Seloti às 6:20 PM 0 comentários

Outra cidade? Outra Igreja?

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Me chamou atenção a capa do jornal Metro que recebi hoje num semáforo em São Paulo. A manchete era: Movimento quer fazer de SP uma outra cidade.

A matéria fala a respeito de uma iniciativa conjunta entre ONGs e empresas para uma rigorosa fiscalização sobre a ação de vereadores e do poder Executivo. O movimento pretende lutar pela melhoria da qualidade de vida da capital paulista. O nome? Nossa São Paulo: Outra Cidade.

A iniciativa não é novidade. Outras grandes cidades no mundo como Nova York e Barcelona já viveram iniciativas semelhantes, porém o maior modelo é a cidade de Bogotá, graças a semelhanças culturais, sociais e à proximidade geográfica.

Definido como movimento apartidário, a partir de uma pesquisa com a população e de indicadores de qualidade de vida na cidade, o movimento quer comprometer a administração de São Paulo com um plano de metas para a cidade. Em Bogotá, por exemplo, chegou-se a criar uma lei que obriga o prefeito a cumprir seu programa de governo.

Na pesquisa realizada com a população paulistana, a cidade destacasse positivamente pela sua agitação, por "nunca dormir" e pela sua diversidade, já negativamente os destaques são a violência, a desigualdade e o trânsito.

O sitio www.nossasaopaulo.org.br tem mais informações sobre o movimento.

Será que chegou a hora da virada? Enxergo esta uma boa oportunidade para que as pessoas se engajem em ações práticas para a melhoria da qualidade de vida de São Paulo, e oro para que as instituições religiosas da cidade apóiem este tipo de ação. Quem sabe isso não inspira o movimento Nossa Igreja: Outra Igreja?

Postado por Seloti às 6:25 PM 0 comentários

Virada Cultural

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Procurei por algum evento cristão/gospel/evangélico/pentecostal que aconteça neste final de semana, durante a Virada Cultural, e não achei nenhum.

Alguém sabe me explicar o porque de nenhuma das bandas, grupos de dança, grupos de teatro e corais mantidas pelas igrejas cristãs de São Paulo estarem participando da Virada Cultural?

Em meio a alguns questionamentos sobre o assunto, separei alguns deles para compartilhar com vocês. Será que esses grupos encontram resistência da sociedade para se expressarem como cristãos? Ou será que esses grupos encontram resistência dos cristãos para se expressarem como sociedade? Será que os cristãos sabem o que é cultura? A Igreja deve se importar com questões culturais?

Alguém arrisca um palpite?

Em tempo...
Existe vida inteligente entre os artistas cristãos?

Postado por Seloti às 4:33 PM 3 comentários