Rabiscando as paredes do Sótão

Rabisco paredes a lápis para que a borracha encontre utilidade quando eu errar.

Meninas Safadas

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O último lugar em que você esperaria ver um pornô seria na sala de estar de um pastor.

Mas entre o retrato quebrado de Natal da minha família e uma impressora matricial ficava a tela de um computador. Mal eu podia saber que o lugar onde eu digitei relatórios de livros ou mandei mensagens instantâneas aos amigos também se tornaria a porta para uma quantidade interminável do fruto proibido - e uma quantidade sem fim de culpa.

Crescendo como a filha de um pregador Batista, eu era o retrato de 16 anos de idade da ingenuidade. Minha família havia recém se mudado de uma pequena e isolada cidade no oeste do Texas para Dallas, e em questão de dias em minha nova residência, fui bombardeada pela prevalente cultura sexual de uma grande cidade.

Clubes de strip e cartazes acompanham as rodovias. Havia um sex-shop gigante a poucos quilômetros de nossa casa. Hormônios adolescentes inflamados e à tentação de me deixar levar pela minha curiosidade revelou - se uma combinação perigosa.

Meus pais e meu irmão adormeceram rapidamente enquanto eu conectei à Internet uma noite. Eu busquei a palavra "sexo" e em segundos tive acesso a um mar de loiras prateadas bem dotadas fazendo coisas com rapazes (e mulheres) que eu nunca havia visto antes.

Por morar em casa e o único computador estar na sala, não havia muitas oportunidades para fazer minha "pesquisa de educação sexual", mas sempre que eu estava sozinha, eu rapidamente satisfazia meu interesse.

Eu me formei cedo no ensino médio e logo me mudei para fora de casa quando tinha apenas 17 anos de idade. Eu tinha o meu próprio espaço com o meu próprio computador, e todo o tempo livre no mundo. Eu ia trabalhar (em uma livraria cristã do bairro), voltava para casa, e olhava pornografia quase todas as noites.

Eu frequentava chats eróticos, assistia a filmes e navegava através de centenas e centenas de fotos. Logo meu problema com a pornografia começou a afetar meu desempenho no trabalho e meus relacionamentos.

É claro que nunca mencionei minha luta para ninguém. Pornografia era algo típico, até esperado, de rapazes, mas uma menina? Uma menina que gosta de pornografia? Eu questionava frequentemente minha orientação sexual.

Por que eu gostaria de olhar mulheres nuas? Eu era homossexual? Bissexual? Pervertida? Eu odiava muito o que estava fazendo. Eu sabia que era errado, mas não conseguia parar.

O ciclo continuou durante anos. Me sentindo culpada e jurando nunca fazê-lo novamente, e sucumbindo alguns dias mais tarde. Eu orava a Deus para levar embora os meus desejos. Foi quando eu percebi que era mais do que apenas olhar para as fotos.

Não podia deixar de pensar nisso, e eu tinha mais do que suficiente em imagens gravadas na minha memória para jogá-las novamente no pensamento, mesmo que eu conseguisse ficar fora do computador por um tempo.

Então, por que as mulheres lutam com isso? Embora estereotipicamente não somos tão visualmente estimuladas quanto os nossos colegas masculinos, não somos cegas. Há algo sobre o corpo de uma mulher que é bonito e misterioso, até mesmo proibido, e que brinca com a nossa psique e nos tenta.

Pelo menos para mim, ver estas mulheres perfeitas alimentava uma enorme necessidade emocional. Eu era capaz de me colocar no papel do que eu estava vendo, e, ao fazer isso, me fazia sentir bonita e aceita.

Eu me transformava num corpo perfeito, sexy, e eu era desejada e querida. Eu era capaz de escapar da minha aparência física imperfeita e ser transformada, em minha mente, nesta mulher perfeita.

Minhas atividades online também estragaram minha vida diúrna. Eu fui noiva por cerca de um ano e enganava meu noivo. Depois disso, eu "namorei" vários caras novos por mês, me envolvendo fisicamente com eles de alguma forma.

De acordo com tudo que eu tinha visto, ser aceita e amada significava um relacionamento sexual, e que menina não precisa ser aceita e amada? Fiz meu corpo e meu coração em pedaços durante esses anos.

Quando eu estava com 21, me envolvi em um grave acidente de carro que me levou a reavaliar a forma como eu estava vivendo minha vida. Naquela altura, eu estava fingindo que não havia Deus, exceto quando eu precisava do Seu perdão, e só então eu voltava correndo para Deus. Após o acidente, finalmente algo estalou, e eu percebi que amor não é igual a sexo.

Foi nesse momento que eu decidi dar meia volta - mudar o meu pensamento - e então minhas ações eventualmente (e com esperança) mudar também. Tive de dizer adeus aos meus hábitos online, e aos offline também.

Faz 10 anos desde o meu primeiro encontro com a pornografia online, e eu gostaria de admitir que eu fiz um caminho perfeito até a pureza. Gostaria de poder dizer que eu sempre me mantenho em pensamentos corretos ou desligo o computador quando a tentação começa a ser demais, mas a verdade não é esta.

Eu ainda sou uma menina que luta. Eu ainda sou uma menina que vive um dia de cada vez, dependendo de um Deus cuja concepção de sexo e amor é muito além do que eu poderia sequer imaginar. Assim, a cada dia e todos os dias, eu oro a Deus para primeiro dirigir e depois redirecionar meu pensamento como for necessário.

E eu sou grata pois Ele é fiel para me encontrar em algum lugar entre o mouse e a tela do computador.

Texto retirado e traduzido do sitio Relevant Magazine e traduzido por mim. O original está aqui sob o nome de Dirty GIrls: The new porn addicts.

Postei este artigo por dois motivos.

O primeiro é pra que nós estivéssemos atentos, e com a mente aberta, para alguns exemplos de particularidades da nossa geração, onde meninas, e não meninos como de costume, se viciam e são "educadas" sexualmente pela pornografia, e não mais comprando revistas como antigamente, mas agora através da Internet, tirando proveito de toda a liberdade que nossos pais nos dão ao pensar que estamos seguros quando estamos em nossas casas.

O segundo é para ajudar a divulgar o sitio http://www.sexxxchurch.com/ que está sendo lançado pelo meu amigo Jota, e que tem como intenção nos alertar para a sexualidade num contexto cristão. Sim! Os cristãos possuem sexualidade, e não! Não é pecado falar sobre ela.

Ao som do Bob

sexta-feira, 26 de outubro de 2007


A igreja anglicana da Jamaica está preparando seu novo hinário no país. A novidade fica por conta da inclusão de One Love do Bob Marley e Psalm 27 na versão do Peter Tosh.

A notícia é do Supergospel e não traz muito mais que isso, porém, no Jamaican Observer, encontrei a versão do Reverendo Emle Gordon, reitor da Church of St Mary the Virgin, dizendo que a razão por trás de incorporar o que é geralmente conhecido no meio cristão como musica secular no hinário da igreja é a necessidade de estabilizar uma interpretação caribenha à teologia.

"Eu não vivo na Inglaterra, eu vivo aqui, então minha teologia e a forma como eu penso devem refletir minhas morais culturais. A teologia tem que ser orientada ao Caribe. Você tem que interpretar a Bíblia de acordo com onde você está. A igreja na Jamaica está desatualizada" afirma o reverendo.

Apesar de a idéia ser polêmica, principalmente no contexto evangélico brasileiro, eu creio que esta seja uma tendência para os países da América Latina. A idéia de separar o que é sacro do que é secular predomina amplamente no evangelicalismo brasileiro, porém, creio que os riscos de aumentar (ainda mais) o abismo que existe entre igreja e "mundo" têm levado os líderes cristãos mais conscientes (e vanguardistas) do Brasil a repensar este tipo de teologia. Em não acontecendo algo que aproxime os evangélicos do "mundo" (talvez até sem as aspas) acredito que o futuro nos reserva um neo-farisaísmo do qual eu terei medo de estar relacionado a ele.

Ariston Aqualtis

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Vídeo publicitário da lavadora Aqualtis da Ariston.

Não é bem uma Brastemp, mas o vídeo é muito bonito.

Mister Distler #2

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Recentemente recebi um material novo do Mister Distler. Estou disponibilizando para vocês a arte do cd e o link para download gratuito das músicas da banda.

Clique aqui para baixar o EP.


Não tomarás em vão o nome do Senhor

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Fui convidado pelo Jota para um meme. A tarefa é a seguinte:

1) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2) Abrir na página 161;
3) Procurar a 5ª frase completa;
4) Postar essa frase em seu blog;
5) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6) Repassar para outros 5 blogs.

Tentei fazer isso com o livro "Como os Pingüins Me Ajudaram a Entender Deus" do Donald Miller, mas descobri que a página 161 tinha uma figura (sic). Parti pro próximo livro que encontrei. Minha NVI! Na versão "Bíblia do Executivo".

A Frase:

"Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem usar o seu nome em vão".

Eis os meus convites para a brincadeira: Fabio, Feijão e Gabriel.

Mister Distler

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Sábado passado pude conferir ao vivo uma banda da qual já havia ouvido falar, e muito bem por sinal. Estou falando do pessoal do Mister Distler.

Entre o repertório de músicas próprias, hits de Roberto Carlos, O Rappa e até Raul Seixas foram estratégicamente inseridos no playlist da banda, que se esforçou para transmitir uma mensagem de paz, alegria e amor, envolta em uma sonoridade rara entre artistas cristãos (não acredito que rotulei a banda), e conseguiram. A banda é ligada ao pessoal da Vila do Louvor de Piratininga.

Em casa pude conhecer melhor a banda e encontrei até um video no youtube de uma apresentação na rua no Rio de Janeiro.

www.igrejaemergente.com.br crescendo!

Novidades no blogroll do site www.igrejaemergente.com.br.

Finalmente eu tive um tempinho para "descobrir" esses dois ótimos blogs e não encontrei motivos para não os adicionar ao site do www.igrejaemergente.com.br.

São eles:

Se alguém souber de outros blogs que se enquadrem no perfil do www.igrejaemergente.com.br, pode deixar um comentário por aqui. Não deixe de ler os posts do site que estão cada vez melhores.